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Italianos invadiram São Paulo fugindo da pobreza em busca de oportunidades e novos ares. Trouxeram esperança e mão de obra para a cidade, que hoje, é a maior e mais rica do país.De certa forma, São Paulo e a Itália se misturam. Siamo tutti Italiani!
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    Você gosta de fotografia? Gosta da Itália e mais precisamente da Toscana?
    Bom, acho que vai gostar das fotos deste fotógrafo italiano chamado Claudio Calvani, especializado em fotos naturais de paisagens e de animais, com um grande diferencial, ele mora no coração da Toscana, em San Gimignano (Siena).

    Todas as fotos são impressas manualmente no tamanho original e depois é aplicado um método chamado de Cibachrome, um processo químico de destruição de cores, reconhecido pela perfeita definição, grande intensidade de cor, pureza dos brancos e pela fidelidade em relação às características da transparência de origem.

    Além da técnica, ele tem um olho bem apurado, talvez pela convivência extrema com a paisagem que o cerca, suas fotos acabam trazendo o que há de melhor em cada espaço, em cada cena do cotidiano bucólico “toscanês”.

    Ele também tem um livro publicado de fotos sobre a Toscana "Toscana - luci e colori delle stagioni", algo como "Toscana - luzes e cores das estações", não conheço o livro, mas deve ter uma qualidade muito boa de impressão com cores muito mais vivas do que estas que estão na WEB.

    Pra quem conhece bem a paisagem da Toscana, não vai cansar de ver milhares de girassóis, videiras, pequenos caminhos pelas plantações, árvores solitárias, casebres de pedra, flores e muitas cores, algumas fotos parecem até pinturas de tão perfeitas.

    Selecionei aqui algumas fotos do site dele:




















    Vejam todas aqui

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    Encontrei uma outra ramificação da minha família aqui no Brasil, o mesmo sobrenome Della Negra, mas teoricamente são de outra região da Itália, do Piemonte.

    De qualquer forma, somos do mesmo sangue, a mesma família, acredito que parte dela saiu do Piemonte e acabaram indo para Vicenza constituindo este outro ramo na região.

    Sandro Della Negra Povegliano foi quem me deu este brasão dos Della Negras de Piemonte e que provavelmente é o brasão oficial da família, pois ele esta registrado na Racolta Araldica del Cav. Leone Tettoni di Torino.


    Este stemma é bem mais bonito do que aquele que encontrei no ramo de Vicenza, que postei aqui

    Agora que percebi que neste brasão há simbolos do baralho (naipes) que são as cartas pretas, espadas e paus, o famoso casal preto. Será que é por isso que gosto muito de truco? Tá no sangue!!!

    Alguns significados dos naipes:

    - Espadas - facas, simbolizando a lâmina e o "masculino". representa a NOBREZA, já que os cavaleiros nobres são antes de tudo guerreiros e a espada é a arma-símbolo desta condição.

    - Paus - cetros, a linhagem real, o bastão florescente, representa os camponeses, já que aparenta ser um instrumento de trabalho no campo.

    Personalidades da história nestes naipes:


    • Rei de Espadas - o rei israelita Davi;
    • Rei de Paus - Alexandre, o Grande;
    • Dama de Espadas - A deusa grega Atena;
    • Dama de Paus - Elizabeth I de Inglaterra;
    • Valete de Espadas - Hogier, primo de Carlos Magno;
    • Valete de Paus - Sir Lancelot ou Judas Macabeu;

    Conheça mais sobre a história da família Della Negra aqui neste blog:

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  • 09/14/09--14:29: Pinturas da Itália
  • Recebi um daqueles PPTs por email com algumas imagens de pinturas de paisagens da Itália, muitos cenários de Veneza, Florença e alguns outros de cidadezinhas da Toscana.

    As pinturas são muito boas, algumas parecem realmente reais, outras mais parecem com um daqueles filtros do photoshop, mas é um trabalho realmente muito bem feito à mão por uma americana de Los Angeles conhecida por Mckenzie.

    Ela conseguiu captar algumas belas cores da Itália, cores do entardecer, do pôr-do-sol e do comecinho da noite, mas o mais impressionante são os reflexos na água. Me falaram que uma das coisas mais difíceis de pintar é a água, é muito complicado e muito difícil reproduzir com perfeição reflexos e a textura, parece que nesse quesito ela foi bem.

    Desconheço o motivo de tantas pinturas da Itália, deve ser uma grande simpatizante do país e de suas cores, coisas que não conseguimos explicar em palavras e imagens, só estando lá pra ver e sentir.

    Seguem as imagens da pintora, o site delaé bem ruim, mas tem lá algumas das fotos que estou colocando aqui:




































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    Acho que muitos descendentes de italianos sempre tiveram a vontade de estar na Itália, conhecer a nação onde seus antecedentes nasceram.
    Apesar da distância que separam os 2 países, e o valor de uma viagem que não é barata para boa parte dos brasileiros, um pouquinho desta viagem pode ser feita aqui mesmo em São Paulo. Esta exposição é uma pequena amostra do quanto a Itália é interessante além de ainda poder ganhar a promoção e viajar realmente para a velha bota.

    Essa exposição é muito interessante e gratuita, instalada na praça de eventos do Central Plaza Shopping em São Paulo, reproduz através de cenários muito bem elaborados, algumas das maiores belezas da Itália.

    Os cenários mostram um pouco de cada uma das principais atrações turísticas da Itália e a sua história. A viagem começa com uma réplica cenográfica de 4,5 metros de altura da Fontana de Trevi, que fica em Roma e já foi muitas vezes palco para vários filmes. O ambiente inclui até uma piscina para atirar moedas.

    “É um verdadeiro convite cultural. E tem despertado a atenção de todos que passam pelo local. Tornou-se um ambiente de entretenimento, de conhecimento e até de saudade por parte de quem já teve a oportunidade de conhecer o país”, comenta a idealizadora do projeto, Mari Viana, diretora da Biblioteca de Idéias

    Outra atração é uma maquete de 3 metros de altura reproduz o monumento Torre de Pisa, um dos pontos turísticos mais visitados da Itália. A próxima parada é Veneza. A reprodução está tão perfeita, que o visitante se percebe integrado com o cenário.

    “Ao tirar uma foto, por exemplo, parece que se está em Veneza, é criada uma realidade visual. A gôndola, que leva os turistas aos mais belos passeios pelos canais da cidade, também compõe o cenário, e foi construída com estrutura de um barco original”, explica Mari Viana.

    O Vaticano, que na verdade é um país dentro da Itália, foi representado por painéis e muitas fotos. “Num cenário de 150 metros de diâmetro, a seleção dos temas sintetizou o que a Itália pode oferecer e muito mais”, completa a assistente executiva da Agência Nacional Italiana de Turismo, Rosana Lopreiato.

    Milão, a mais rica das cidades italianas, é representada por painéis expostos, vídeos de desfiles e estilistas, lojas de super grifes, enfatizando a importância desse segmento para o mundo, principalmente para o país.

    Roma, é mostrada em três realidades distintas que convivem em harmonia em um mesmo espaço. Ou seja, Roma por inteiro, (Roma atual – capital da Itália), a Roma antiga e Roma cristã.

    Não esqueceram da presença da Itália no futebol, com seus principais times e uniformes da seleção, da presença da Itália no cinema, na arte e ciência, gastronomia e nas festas em homenagem aos seus santos devotos — um painel destaca a comemoração de San Gennaro e outras festas já incorporadas ao nosso calendário.

    “É importantíssimo trazer a Itália perto do povo brasileiro porque é uma nação muito presente entre nós, principalmente no Sudeste e Sul do Brasil, quando, em meados do século XIX, chegaram os primeiros imigrantes italianos, que deixaram as suas marcas na nossa formação e, o mais importante, na alma das pessoas que admiram as suas tradições, cultura e arte”, apóia a mestre em história pela UNESP, Universidade Estadual Paulista de Franca-SP, Liamar Tuon.


    Além disso muita coisa sobre a imigração italiana no Brasil. “O período em que o Brasil mais recebeu imigrantes foi de 1880 a 1920. Eles passaram por muitas dificuldades, aqui o trabalho era duro e as condições de vida mais adversas. O trabalho, antes realizado pelos escravos nas fazendas de café, passou a ser feito pelos imigrantes. Também vieram os que já possuíam algum ofício, uma profissão artesanal, como pedreiro e sapateiro”, conta a historiadora.

    Segundo estimativa da embaixada italiana no Brasil, vivem no país cerca de 25 milhões de descendentes de imigrantes italianos. “A cultura italiana, de forma geral, se misturou e ajudou a formar a nossa história, comportamento e costumes”, conclui o diretor de criação da Biblioteca de Idéias, Duda Januzzi.

    “A exposição multimídia resgata aspectos importantes da imigração italiana, apresentando um passado desconhecido para a maioria dos visitantes”, complementa o professor de história, João Bonturi.

    Há também muita interação com o público, promotores falando italiano ajudam os visitantes a formar a árvore genealógica da família em busca de sua raiz. As pessoas ainda podem consultar um site no local para saber sobre a chegada dos antepassados no Brasil por meio dos sobrenomes, basta ter apenas o nome e a data da entrada.

    Quem for à exposição, recebe também um cupom para participar de um concurso cultural. O autor da melhor frase será contemplado com uma viagem à Itália, com direito a acompanhante.

    Local da exposição: Central Plaza Shopping, praça de eventos
    Endereço: Av. Dr. Francisco Mesquita, 1.000 | Vila Prudente | São Paulo-SP
    Evento: exposição sobre a Itália nos 10 anos do Central Plaza Shopping
    Data: até 30 de setembro
    Entrada e estacionamento gratuitos

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    Essa semana, com um pouco mais de tempo, conseguimos finalmente comemorar uma série de conquistas e mudanças, resolvemos fazer um jantarzinho na casa nova e abrir um presente que estava guardado há mais de 2 anos esperando por uma bela ocasião.

    Meados de julho de 2007, verão na Europa, Eu e mia moglie estávamos em Firenze, obra de arte a céu aberto. De lá resolvemos fazer um caminho pelas vinícolas da toscana por estradelas que são mais demoradas no trajeto, mas que nos possibilitavam parar em cada vinícola para degustar os vinhos.

    No caminho fomos de cidade em cidade e de taça em taça passamos por Greve in Chianti, San Giminiano e Montalcino, esta última cittá famosíssima pelo vinho Brunello di Montalcino, e claro que não poderíamos de deixar de provar essas iguarias toscanas e porque não, trazer algumas pro Brasil.

    Depois de passar por várias vinícolas, buscando o Brunello perfeito, passamos por uma que realmente chamou a atenção. Paramos o carro naquela área para estacionar coberta de pedregulhos em frente a um casarão feito de pedras ao estilo toscano - nosso sonho de consumo - e fomos até a cantina que ficava no pavimento inferior a uma temperatura que parecia até ter ar condicionado. Pedimos para degustar o Brunello de 1999, a safra que eu estava procurando, já que foi uma das melhores já colhidas na Itália.

    Geralmente a pessoa que nos atende, serve o vinho e fica esperando um veredito ali mesmo olhando pra sua cara. Talvez até por um ato de intimidação, as pessoas nem gostam tanto e fazem um OK como se tivessem aprovado o vinho. Mas não foi esse o caso, a pessoa serviu o Brunello e deixou a gente bem a vontade, saindo da sala para fazer outras coisas.
    Nesta hora, eu olhei pra Cá e falei: "Bom, né?"

    O nome da vinícola é Azienda Agricola Piombaia e além da cantina onde serviam os vinhos, havia uma pequena osteria (L'Osteria la Crocina) onde há pratos típicos da toscana e os vinhos da própria fabricação para acompanhar.

    Apesar de termos adorado o vinho, ainda faltavam algumas vinícolas pelo caminho para provarmos. Agradecemos e voltamos para a estrada na busca do Brunello perfeito.

    Passamos por mais 2 ou 3 vinícolas, todos os Brunellos de 99 que provamos não chegavam perto daquele que havia deixado aquele aroma intacto na boca.

    Não tivemos dúvida, voltamos cerca de 30 KM do nosso trajeto para buscar aquele Brunello e aproveitamos para almoçar na osteria que parecia muito boa e realmente era. Mangiamo una pasta na parte de fora da osteria, em uma parte cercada de vidros, que deixava o ambiente bem ensolarado.

    Em 2007, pagamos 30 euros pela Brunello, convertendo pra aqui, seria cerca de 100 reais no Brasil, mas um Brunello di Montalcino da safra de 1999, você dificilmente encontra aqui no Brasil por menos de 200 reais, aliás até mesmo esta safra é difícil de encontrar. Segundo o guia de safras históricas da Itália, melhor que esta só a de 1998, mas a diferença de preço é quase o dobro.

    Na página da vinícola, o preço dele hoje esta 40 euros e o de 1998 esta 80 euros

    Ao voltar para o Brasil, embalado em plástico bolha e com todo o cuidado do mundo, o vinho ficou em casa desde então, na horizontal, temperatura ambiente e sem luz direta apenas aguardando o momento sublime de ser degustado.

    Estávamos ensaiando para abri-lo há um tempão, lógico que teria que ser em uma ocasião especial. A primeira que surgiu foi o nascimento do meu filho Bruno, mas como a patroa não poderia beber nada alcoólico logo após o parto e o fato de ter um bebê recém-nascido em casa não ajudou muito, não seria justo abrir o vinho e não curtir com ela como imaginamos. A comemoração era mais que perfeita, mas não a aproveitaríamos como deveríamos.

    Vamos então esperar a próxima ocasião quando o Bruno estiver crescido e o Brunello envelhecido um pouco mais.

    A próxima ocasição surgiu 1 ano e 2 meses depois, quando finalmente mudamos para o nosso apartamento que tanto estavamos esperando.

    A Cá preparou um risotto alla margueritta (manjeiricão, mozzarela de búfala, tomate e parmesão ralado) acompanhado de carne vermelha pra exigir bastante de um rosso italiano bem encorpado, medalhões de filet mignon.

    Colocamos o pequeno Bruno pra dormir e o Brunello finalmente acordou!

    Depois de 10 anos ele libertou todo o seu aroma e robustez que estavam presos aguardando o momento certo para explodir em um buquê que dominou o meu paladar.

    A cor típica que indica um vinho mais velho, o vermelho alaranjado, trouxe também um pouco de nostalgia como se houvéssemos voltado naquele verão europeu de 2007 quando compramos o vinho na Toscana, parecia que um filme que misturava som, imagens e sabores estava passando em nossas cabeças naquele momento.

    O prato combinou perfeitamente com o vinho, nada brigou com nada, uma perfeita harmonia valorizando apenas o jantar em si. Sou suspeito, mas posso dizer que ela tem aprimorado o risotto a cada dia.

    O vinho ficou, aquele gosto que persiste na boca, nada comparado aos vinhos leves, jovens e vermelho violeta que tomamos no dia-a-dia, este vinho fica na boca e ficou na mente, assim como aquele momento.

    Ma che bella cena!! Mangiamo troppo!
    Grazie a Dio!

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    Entre os anos de 1875 e 1935, aproximadamente 1,5 milhão de italianos resolveram habitar o Brasil. Esses habitantes italianos geraram 25 milhões de descendentes, uma proporção de 15% do total de habitantes brasileiros, contabilizando a maior população de origem italiana fora da Itália.

    Assim fica muito fácil entender porque no Brasil quase 1,5 milhão de habitantes falam italiano como segunda língua ou sendo usado em comunidades e famílias, totalizando assim a maior população fora da Itália.

    1 Brazil 1,500,000
    2 Argentina 1,500,000
    3 USA 1,008,370
    4 France 1,000,000
    5 Canada 661,000
    6 Germany 548,000
    7 Switzerland 500,000
    8 Venezuela 400,000
    9 Australia 353,605
    10 Belgium 250,000
    11 UK 200,000
    12 Egypt 72,400

    O total de pessoas que falam italiano como língua nativa são cerca de 70 a 80 milhões, quase a grande maioria na Itália (55 milhões), seguido por San Marino, Malta, Suiça e o Vaticano, todos países com usam o italiano como língua oficial.

    Cerca de 150 milhões de habitantes em todo o mundo falam o italiano, falado também em locais como a Ístria, Eslovênia, Croácia, Córsega, Nice, e em antigas possessões italianas como a Albânia e em certas partes da África, que incluem a Etiópia, Líbia, Tunísia e Eritreia.

    Ainda hoje, esta língua derivada do Latim é bastante difundida aqui no Brasil nas regiões onde os italianos se instalaram, principalmente no sudeste entre São Paulo e Rio Grande do Sul.
    Os motivos são geralmente culturais, descendência familiar, comunidades, pessoas que trabalham em empresas italianas e amantes da moda, design, cinema, música, literatura e artes plásticas.

    Nas escolas brasileiras públicas ou privadas de ensino fundamental e médio, algumas delas têm na grade regular o ensino do italiano. É o exemplo de algumas escolas em São Caetano na grande São paulo, na capital paulista como o colégio Dante Alighieri e em outras cidades principalmente no interior do Rio Grande do Sul.

    Uma parte significativa da imigração italiana se concentrou no Sul do Brasil, onde foram criadas várias colônias rurais isoladas quase sem comunicação alguma entre si. Isso contribuiu muito para o enraizamento do italiano nestes locais. A maior parte deles concentram-se nas nas zonas vinícolas do Rio Grande do Sul onde o idioma persiste até hoje sendo falado por milhares de brasileiros. Nessa região e em Santa Catarina, além do italiano, algumas comunidades falam o Talian, que é um dialeto Vêneto, devido a grande concentração de pessoas que vieram dessa região da Itália.

    Entre 1875 e 1960 cerca de mais de 500 jornais eram impressos em talianos aqui no Brasil, incluindo jornais, semanais, quinzenais, mensais e tiragem únicas.

    Principais jornais em italiano no Brasil

    Título / Tiragem

    Italiani no Maranhão / 800
    Affari / 15.000
    Corriere lucchese / 5.000
    Emigrazione / 5.000
    Il titano / 5.000
    Italo / 5.000
    La settimana del fanfulla / 30.000
    L’Italia del popolo / 11.000
    Il corriere del Cib / 4.000
    Insieme / 10.000
    Correio riograndese / 21.000
    La voce d’Italia / 5.000
    Italia Nossa / 4.000
    Mondoitaliano / 750
    Comunità italiana / 20.000
    Oriundi / 8.000

    Além dos impressos em língua italiana, existem muitas rádios e TVs locais que transmitem a sua programação integralmente em italiano para a comunidade.
    Esses pequenos comunicadores em massa mantem vivo o idioma e os custumes para os Oriundi e descendentes.

    Rádios italianas no Brasil:

    Nome / Local

    Con l’Italia nel cuore del Rio Grande / Faxinal do Soturno R.S.
    Coral Alegria Francescana / Marau R.S.
    Fundação cultural Planalto / R.S.
    Fundação Radio e Televisão do Paranà / Curitiba Paranà
    Il ritorno alle origini- Italia innamorata / Nova Venezia S. Caterina
    Italia bella Italia / São paulo
    Italia Romantica / São paulo
    La voce d’Italia nel cielo del Brasile / Paraná
    Radio Bento Gonçalves / Bento Gonçalves R.S.
    Radio diffusora Garibaldi / Garibaldi R.S.
    Radio emissora Dabarra / Barra Bonita S.P.
    Radio impresa fm 102.1 / Rio de Janeiro
    Radio Italia / Botucatu S.P.

    Televisão em italiano no Brasil

    Nome / Local

    Italia bella Italia / São paulo
    Italia Romantica / São paulo
    La voce d’Italia nel cielo del Brasile / Paraná


    Afinal, Siamo tutti italiani...

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    Um sábado desses, fui com a família passear no bairro do Bixiga pra ver algumas coisas de decoração e comprar um lustre antigo pra nossa sala de jantar. Como estávamos por lá, não poderíamos deixar de comer em uma das cantinas italianas do bairro.

    Na loja de antiguidades, depois de comprar o lustre, fomos perguntados por duas cariocas perdidas em sampa, sobre onde teria uma cantina boa e não tão cara para almoçar. A atendente da loja tomou a frente e foi bem direta: Desçam a rua aqui e lá embaixo depois da padaria basilicata, quase na esquina tem a cantina da Mamma Celeste, vale a pena.

    Bom, seguindo o conselho da senhora, que parecia muito convicta, descemos a pé a rua, passamos pela basilicata pra comprar umas coisinhas e seguimos para a cantina.

    A cantina é bem simples, na entrada, várias fotos da família na parede, antigas em preto e branco, com uma decoração não tão chamativa nem tão abusada quanto aquelas típicas cantinas do Bixiga que até fantasiam os seus garçons de dancarinos de tarantella.

    Achamos uma mesa e pedimos um cadeirão para acomodar o pequeno Bruno que já estava querendo o seu almoço. Dali mesmo avistamos as cariocas já comendo o couvert, fizemos o mesmo e pedimos um vinho italiano pra acompanhar.

    Pedimos 2 pratos de pasta caseira, um filetto alla parmegiana e mais um macarrãozinho pro Bruno. O meu prato estava muito bom, uma pasta ao sugo com gorgonzola e azeitonas pretas. O parmegiana também estava ótimo, bem grosso e suculento, muito bem servido.

    Enquanto comíamos, avistei chegar uma amiga minha dos tempos de agência que fazia anos que não encontrava. Logo ela cumprimentou a primeira mesa e fiquei ali de olho até que ela fosse a nossa mesa, fiquei na dúvida se ela ia me reconhecer. Ela me avistou e logo veio me abraçar e a surpresa...Ela hoje é a chef da cantina e sócia, pois a família dela é dona da cantina a um tempão. Marta Fuzinato, ex-publicitária de agência agora chef de cozinha da cantina Mamma Celeste no Bixiga, quem diria, pensei eu.

    Depois da surpresa, ela nos mostrou as fotos da família Fuzinato na parede da cantina. Ela é filha da Mamma Celeste e contou um pouco da história da cantina e da família antes de ir para a cozinha pegar no batente.

    A comida estava ótima, a surpresa foi muito boa e estava por vir uma ainda melhor: a conta.
    Quando chegou a maledetta, achei que estivesse errada. Nosso almoço com vinho italiano, couvert pra 2 pessoas, 2 pratos de massa, um parmegiana e mais um mini prato pro Bruno, tudo isso saiu por R$ 100,00.

    Bom, essa é a minha dica pra quem quer comer muito bem e barato no Bixiga, vale muito a pena, não gasta muito, preço mais do que justo e come uma bela pasta caseira da melhor qualidade.

    Cantina Mamma Celeste
    Chef: Marta Fuzinato
    Endereço: Rua conselheiro carrão, 460 - Bixiga - São paulo
    Tel: 3284-4854
    email: mammaceleste2004@hotmail.com

    Veja aqui a materia do Fantástico do dia 02/09/2012 onde aparece a Mamma Celeste:

    http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681662-15605,00-MAGO+DA+COZINHA+REINVENTA+CLASSICO+DA+CULINARIA+ITALIANA+O+NHOQUE.html

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    Finalmente!!!! Depois de alguns anos na busca, semana passada chegou em casa a certidão de nascimento italiana do meu bisnonno, Giuseppe Della Negra.

    Como eu acreditava, ele nasceu em Montecchio Maggiore (VI) no dia 13 de junho de 1882. Estava com dúvidas se acharia essa certidão em Montecchio, pois apenas tinha certeza que seu irmão era de lá.

    Em 2007, mesmo com dúvidas, fui pessoalmente a Montecchio Maggiore tentar algo, porém pessoalmente não adianta muito, pois eles necessitavam de tempo para fazer uma "ricerca" nos arquivos.

    Continuei na expectativa, aguardando uma resposta de Montecchio, enquanto isso, fui mandando emails para outras comunes de Vicenza, para ver se existia alguma outra possibilidade.

    Provavelmente a comune estava com sérios problemas para fazer essa busca. Apenas no ano passado chegou a certidão do Antonio, seu irmão, e só agora a do Giuseppe, depois de 3 anos.

    Uma coisa é certeza, meu sobrenome italiano é na verdade "Dalla Negra" e não "Della Negra", como fomos registrados no Brasil. Na própria hospedaria do Brás, a família já chegou com erro no sobrenome, desde então siamo tutti Della Negra e non Dalla Negra.

    Bom, valeu a pena a espera, agora vou atrás dos outros documentos que faltam para tirar a cidadania italiana: certidão de casamento, óbito, fazer retificações nos documentos, tradução e depois ficar na fila de 11 anos...


    Montecchio Maggiore

    Aqui vou falar um pouco sobre a cidade e seus principais pontos turísticos de onde nasceu mio bisnonno paterno.

    A cidade é uma das comune italianas da região do Vêneto, província de Vicenza, com cerca de 23.000 habitantes. A origem do nome é do termo "monti clus", que significa "pequena montanha" em latim.
    A cidade fica em um local estratégico detectado pelos romanos, pois fica no caminho para o valle Agno, depois de uma estrada ser construída conectando Vicenza ao Campo del Gallo.

    Em 1236 a cidade foi de domínio romano, e desde então, a região foi submetida a várias invasões na Idade Média. No século VI foram os lombardos e os bizantinos que acabaram se estabelecendo a sua autoridade por lá, depois tornando-se um grande centro de Ducato vicentino.

    Cangrande em 1311 e mais tarde Cangrande II, conquistaram Montecchio e os territórios do domínio Vicentino, e em um projeto para melhorar as estruturas militares, eles construíram os castelos, colocando como responsável, Giovanni Della Scala, a fim de defender a capital e reforçar a estrutura defensiva da comunidade, com uma rede de castelos e muralhas de pedra que são a atração principal da cidade.

    As fortalezas poderosas que dominavam Montecchio Maggiore, são os restos de um poderoso complexo para controlar e defender o caminho de Verona a Vicenza.


    No século XV, o Vêneto caiu sob a soberania de Veneza, que foi governado até 1797, ano da queda da República Veneziana.
    Depois, Montecchio Maggiore foi sede de um pequeno reino que inclui as cidades vizinhas de Sovizzo, Gambugliano, Montemezzo e Mount St. Lorenzo.

    No final do século XIX, são realizadas obras civis e religiosas de importância fundamental para a chegada século XX, destacando-se um notável desenvolvimento industrial.



    Exibir mapa ampliado



    Castelli Scaligeri

    Os 2 castelos são os pontos turísticos mais importantes da cidade. O que vemos hoje dos castelos são a versão existente construída por Antonio Della Scala, senhor de Verona, na segunda metade do século XIV.


    Historiadores, dizem que já haveria um castelo fortificado desde o ano 1000 no alto do morro com vista para a cidade histórica de Montecchio Maggiore, na verdade, poderíamos dizer que a cidade se desenvolveu no pé da colina do castelo.


    O Castello Della Villa (Castello di Romeo) é um belo documento da arquitetura militar, mesmo que as ameias tenham sido destruídas, as restaurações efetuadas nas últimas décadas acabaram transformando-o em um teatro ao ar livre, aberto ao público, com sessões de cinema e outros eventos.


    A torre de menagem, é agora usada como espaço para exposições, que se estende ao longo de cinco andares ao topo, sendo visível pelos vales vizinhos.

    O Castello Della Bellaguardia (Castello di Giulieta) foi construído com o objetivo de observar a planície entre Verona e Vicenza no ponto mais alto da colina.

    As restaurações adaptaram este castelo para receber um charmoso restaurante que opera regularmente a partir dos anos 50.

    Ristorante Giulietta e Romeo - http://www.ristorantegiuliettaeromeo.it/

    A tradição diz que as duas famílias Montecchios e os Capuletos, da história de Romeu e Julieta, realmente existiram e habitaram os 2 castelos.

    As duas famílias, eternas inimigas, foram confiadas as fortalezas de Montecchio pelo senhor de Verona, Cangrande della Scala, para uma reconciliação e aproximar-los na missão de proteger o território.

    A intenção foi em vão, mas ali nasceu o amor de grande obstáculo que acabou em final trágico na cidade de Verona.


    História foi narrada pela primeira vez em 1524 por Luigi Da Porto Vicenza, no final desse século, e depois inspirou o gênio de William Shakespeare.

    Video di Castelli di Montecchio Maggiore



    Villa Cordellina Lombardi

    O imponente edifício no complexo com seus anexos podem ser considerados um dos mais importantes vilas venetas do século XVIII.


    Criada 1735-1760 com desenhos do arquiteto veneziano Giorgio Massari, abriga no salão central do piso principal, um notável "ciclo di affreschi" de Giambattista Tiepolo.


    Restaurada entre os anos de 1953 - 1956 por Victor Lombardi, empresário industrial de Brescia, financiador da expedição italiana ao topo do K2, em 1954, queria reformar a casa de campo o mais fiel possível ao seu esplendor original.

    Desde 1970 é propriedade da Administração Provincial de Vicenza, que a utiliza para fins culturais e aberto ao público visitante.



    O "ciclo di affreschi"é uma celebração da exaltação das virtudes da razão sobre a paixão, a intolerância e a superstição, um tema caro à filosofia iluminista que, em meados do século XVIII, havia conquistado toda a Europa.

    De especial relevância artística também a composição de esculturas originais ainda está preservada, no jardim e na fachada da casa de campo.

    O complexo do palácio inclui a casa, os estábulos de cavalos e casas de hóspedes, além de estábulos rústicos e celeiros para recolher os alimentos nos campos.

    Duomo di Santa Maria e San Vitale

    É um edifício neo-gótico que data de 1892 que abriga os altares e obras de arte da antiga igreja paroquial demolida.


    Este edifício tinha origens antigas antes do ano 1000 e foi a igreja matriz de todos os edifícios sagrados dos vales de Chiampo e dell’Agno.


    Na Catedral há uma preciosa pintura do século XVIII feita por Antonio De Pieri, pintor de Vicenza, um trítico de pedras preciosas de origem século XV, que tem origem na antiga igreja paroquial, outras obras menores século XIX e uma série de obras recentes, entre eles uma Via Crucis e um grande crucifixo pintado de acordo com a igreja gótica do século XIV.



    Vídeo das atrações de Montecchio Maggiore

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    Você sempre achou que fazer aquela macarronada à bolonhesa no domingão com a família era a opção mais simples de almoço?

    Bom, aqui no Brasil pode ser, mas em Bologna na Italia é bem mais complexo.

    O molho bolognesa que fazemos no Brasil e em alguns outros países, não é nem de perto como é originalmente feito na Itália, mais precisamente na cidade de Bologna, onde foi criado o ragù alla bolognese, nome original em italiano do nosso molho à bolonhesa.

    Segundo os próprios bologneses, o molho vêm sido alterado e simplificado por anos e hoje apenas leva dois ingredientes da receita original italiana. A maioria das pessoas faz o molho bolonhesa com carne moída, alguns temperos (alho e cebola) e molho de tomate ao sugo (sem pedaços).

    Pois bem, a primeira surpresa em relação a receita original é que a massa recomendada para acompanhar o molho é o tagliatelle e não o spaghetti como geralmente usamos.

    Outra diferença é que o molho original leva leite. Madonna!!! Agora que a macarronada da nonna foi pro brejo de vez...

    Veja aqui abaixo a receita original do molho à bolonhesa italiana:

    300 gr Carne moída
    50 gr Bacon
    50 gr manteiga
    2 tomates cortados em pedaços
    50 gr cenoura
    50 gr cebola
    50 gr aipo
    50 gr ervas
    50 gr alho
    1/2 copo de vinho branco
    200 gr de leite integral

    Modo de preparo:

    Doure o bacon na manteiga, depois a cebola e o alho, depois junte a carne e as ervas, cenoura, aipo. Depois da carne refogada, coloque o leite e deixe ferver até reduzir, adicione os tomates e em seguida o vinho. Deixe o molho consistente e pronto. Mangia che te fá bene.

    Além dos muitos ingredientes diferentes, até o modo de preparo do prato está errado. Geralmente colocamos o molho em cima do macarrão quando o prato vai à mesa. Pois bem, na receita original, o molho já é misturado à massa dentro da panela, e não no prato.

    Esta receita foi patenteada pelos italianos em 1982 e ainda vem sido usada tradicionalmente por lá e em restaurantes de grandes chefs italianos. Segundo os detentores da patente, o molho é feito exclusivamente para ser usado em tagliatelles, portanto esqueça de usar em lasanhas e outras massas.

    Veja aqui um video que a BBC produziu sobre o assunto.

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    Documentos, certidões, requerimentos, tudo certo para o processo do reconhecimento da cidadania italiana, porém há 2 caminhos bem distintos a percorrer.

    Me cadastrei no site do Consulado Italiano de São Paulo para solicitar o agendamento da entrega dos documentos solicitados para a cidadania, mas a resposta que tive não foi das mais animadoras:


    Prezado Usuário,

    Em relação ao seu pedido informamos que deverá comparecer no dia 12/06/2019, das 8:30h às 11:00h no Consulado Geral da Itália - São Paulo situado na Av. Paulista, 1963 munido dos documentos a serem legalizados.



    Como é que é???? 2019??? Daqui a 9 anos??? Ma che cazzo?!?!?!
    Pois é, esta é a fila para a legalização aqui em São Paulo, 9 anos de espera.

    Como não sou de esperar muito, minha ansiedade não permite, resolvi buscar outras alternativas, empresas especializadas em assessoria no processo de reconhecimento da cidadania italiana.
    Algumas são com certeza pura enganação, outras parecem ser mais sérias, mas quase todas tentam com aquele jeitinho brasileiro conseguir a legalização das certidões aqui para poder solicitar o passaporte direto na Itália.

    Existem algumas discordâncias no assunto. Em uma delas, a pessoa me disse que o processo seria: retificar o documento (alterar datas e nomes na certidões de nascimentos), traduzi-los para o italiano, depois entrar com um recurso no consulado italiano para a legalização do documento, ou seja, furar a fila de espera, e só depois disso, a legalização para poder tirar o passaporte na Itália. Tudo isso pela bagatela de 18.000 reais, fora a parte italiana, que deveria ser feita em Verona.

    Outra empresa me passou o valor de 9.000 reais para traduzir e legalizar os documentos no consulado, fora a parte italiana. Tudo isso sem a necessidade de retificação das certidões, para depois retirar o passaporte na Calabria.

    Em outra empresa, não ficaria por menos de 12.000 reais, pois além da legalização, teria que retificar os documentos pra depois embarcar para Milano e retirar o passaporte.

    Realmente, a coisa parece ser bem mais complicada do que parecia, ou espero 9 anos, ou então gasto em torno de 18.000 reais para tirar fora do país em mais ou menos 6 meses.

    Ano que vem tenho um casamento em Madrid, minha cunhada vai casar lá, e posso aproveitar a viagem para tirar o meu passaporte italiano. Tudo depende do tempo e do $tempo$, com certeza vai sair, mas não sei por onde.

    Vamos que vamos! A saga continua...

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    Esse post é para você que achava que o São Paulo só seria alagada por conta do crescimento desenfreado, do acumulo de sujeira e dos maus tratos dos paulistanos com a sua cidade.

    O lixo é responsável por 40% dos alagamentos nas grandes cidades. O crescimento desordenado da população e de construções na cidade aumenta muito o risco de enchentes, não só pela impermeabilização do nosso solo, mas pela quantidade de lixo que essa população produz.

    Mas essa não é a única fonte das causas de enchentes em São Paulo. Encontrei algumas fotos antigas de grande alagamentos na cidade em uma época que a população não era nem 1/4 do que é hoje, entre as décadas de 50 e 60 a população da cidade era cerca de 28% do que é hoje. A tendência é que a coisa fique mais preocupante a cada dia que passa.

    Aquecimento global? Lixo? crescimento desordenado? Como explicar as enchentes na cidade em uma época que não tínhamos esses problemas?

    Será que poderíamos explicar as enchentes nessa época pela topografia da cidade? Talvez sim, o pequeno povoado que cresceu as margens dos rios Anhangabaú e Tamanduateí, tem os mesmos como seus principais agentes.

    Os rios de São Paulo que originalmente corriam pela cidade, sofreram grandes mudanças por conta do crescimento desordenado e falta de planejamento urbano.

    Não foi levada em consideração as exigências da natureza. Rios inteiros foram engolidos pela cidade: canalizados, desviados, cursos mudados e várzeas aterradas.

    O rio Tamanduateí tinha cerca de 43 afluentes que deram origem a alguns bairros e vilas, como o Ipiranga e a Mooca. A maioria desses córregos estão completamente canalizados e transformados em coletores de esgoto.

    Enquanto a administração pública não compreender a real importância que tem os rios da nossa cidade, estaremos sujeitos a grandes inundações, catástrofes que serão cada vez mais freqüentes.

    Hoje a cidade que engole os nossos rios, amanhã seremos engolidos por eles.

    Veja essa série de fotos antigas da cidade de São Paulo em um dos seus piores momentos de alagamentos:




    Marginal Tietê, Zona Norte, 1960



    Túnel do Anhangabaú, Centro, 1963



    Av. 9 de Julho, Centro



    Vale do Anhangabaú, 1967



    Rua Teixeira Leite, Centro, 1956



    Av Cruzeiro do Sul, Zona Norte - 1957

    Centro da cidade



    Rua General Carneiro, 1958



    Piscina do Adhemar, no Anhangabaú, 1958



    Bairro do Cambuci, 1935



    Grande enchente de 1929



    Grande enchente de 1929



    Grande enchente de 1929



    Bairro do Bom Retiro, Rua Benedito Junqueira Duarte, 1943



    Várzea do Glicério, 1915

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    Em um desses papos de almoço aqui no trabalho falamos sobre como nós brasileiros somos acomodados no sentido de não questionar, de não irmos atrás dos nossos direitos como cidadão e de como essas coisas não funcionam no Brasil, geralmente porque a população tem descrédito na administração pública.

    Acabei me lembrando de uma história que não pode ser considerado um case de sucesso, mas vale com exemplo de como vale a pena ir atrás e fazer valer nossos direitos.

    Eu sempre fui adepto de que para mudar alguma coisa por aqui, precisamos começar de dentro de casa, depois pela sua quadra, depois pela sua rua, bairro, cidade e por fim mudamos o todo.

    Logo que fui morar na Vila Clementino reparei que na minha quadra não havia sequer uma arvore. Bom, na verdade tinha uma que estava morta e completamente seca, com perigo de cair na cabeça de alguém. Além disso, uma escola vizinha do meu prédio tinha feito uma reforma e praticamente destruiu a calçada, toda vez que tentava passava por lá com o carrinho de bebê, acabava desviando pela rua.

    Liguei na prefeitura para fazer essas reclamações e fui informado a abrir um chamado no site deles de SAC. Nessa hora quase ri na cara da atendente, mas tudo bem, vamos tentar.

    O sistema é simples, escolhe a categoria, abre o chamado e pronto tem um protocolo para o seu controle. Sistema de atendimento ao cidadão - http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp

    Foram 4 chamados: Um para plantar uma arvore na frente do meu prédio, outro para remover a arvore seca, outro denunciando a calçada da escola destruida e o último para colocar algumas lixeiras na rua. Anotei todos os protocolos, mas não senti acreditei muito que poderia acontecer algo, parecia que coisa não ia passar de mais um cadastro perdido na net.

    Minhas reclamações eram mais relacionadas a limpeza publica, mas você pode fazer denuncias como por exemplo uma edificação com perigo de desabar, vigilância sanitária, problemas de fiscalização com a CET, dengue e etc.

    Depois de algumas semanas levantei cedo pra ir no supermercado ali na rua mesmo para comprar algumas coisinhas e vi a arvore novinha plantada ali na frente do prédio. Mais algumas semanas e a escola resolveu refazer completamente a calçada que fora destruída pela reforma, provavelmente um fiscal foi lá notificá-la. Em mais algumas semanas, a arvore seca desapareceu dando lugar a uma recém-nascida. Até o momento não reparei se as lixeiras haviam sido colocadas, mas parece ser uma questão se tempo.

    Estou muito longe de querer apoiar aqui a administração publica atual, muito pelo contrário, acho de péssima qualidade, porém tenho que deixar aqui registradas as coisas positivas.

    A população de São Paulo é carente de um canal de comunicação com a administração publica que realmente funcione. Deixo aqui a minha dica e espero que cada um faça a sua parte. Se todos começarmos pelas proprias ruas, logo mais teremos uma cidade muito mais limpa e bonita.

    SAC Prefeitura SP:
    http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp


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    Mais uma viagem sensacional pela Europa, cerca de 8 dias na Espanha e 22 dias na Itália, onde aproveitei o tempo para dar entrada na cidadania italiana.

    Obviamente que foram muitas cidades, e em cada uma delas, tenho milhares de coisas para contar, porém neste post, vou contar uma experiência gastrônomica única que valeu cada um dos 160 euros que gastei.

    Passamos por várias cidades na Itália: Milano, Torino, Alba, La Morra, Barbaresco, Barolo, Serralunga D'Alba, Genova, Portofino, Monterosso Al Mare, Santa Margherita di Liguria, Lucca, Bologna, Parma, Sirmione, Brescia, Iseo, Bergamo e Como. Come-se muito bem em qualquer uma dessas comunes, mas em uma delas, talvez a menor, aproveitamos um festival gastronômico em uma vinícola para conhecer a culinária da emilia-romagna regada a vinhos piemonteses.

    Tudo começou logo depois de deixar Torino, como planejado, passamos por Alba para escolher um Hotel, conhecer o local e depois as vinícolas da região. Ao dar as primeiras voltas, percebemos que era uma cidade sem graça, apesar de ser uma das maiores do Vale Langhe, região vinícola do Piemonte.

    Essa é a vantagem de não reservar hotel em todas as cidades que você pretende visitar, com um carro alugado em mãos, você pode mudar de planos sem problemas. Desistindo de ficar em Alba, decidimos procurar uma cidade menor que tivesse vinhedos por todos os lados, passamos por várias, pois todas elas ficam entre 10 e 15 Kilometros uma das outras, mas como foi escurecendo, decidimos pegar qualquer uma delas por ali mesmo.

    Decidimos então ficar em Serralunga D'alba, uma cidade minúscula que tem um castelo medieval e uma grande vinícola, Tenuta Fontanafredda, muito conhecida pelos complexos Barolos que faz e talvez uma das maiores de todo o Piemonte.

    Foto: Serralunga D'alba (Vale Langhe - Piemonte)

    Antes de embarcar para a europa, já havia olhado algumas coisas para fazer no Vale Langhe, e umas das que me chamaram atenção foi um festival gastronômico feito por esta vinícola em comemoração ao aniversário de 150 anos da republica italiana. Um festival que contava com um chef italiano diferente a cada semana - Osterie Unite D'Italia: le Cene e i Pranzi delle migliori osterie d'Italia.

    Já em Serralunga D'Alba, uma cidade que pode ser conhecida a pé em 20 minutos, o que realmente valeu mesmo foi conhecer a Tenuta Fontanafredda e o festival gastronômico. Primeira coisa foi fazer a prenatazione para o jantar daquela noite: $58,00 euros por cabeça. E ai?? Caro??? Eu também achei, mas depois que fiquei sabendo do menu de degustação, o local e de como seria o jantar, achei até barato.

    O evento estava marcado para as 20hs, o sol ainda estava firme e forte. De carro até o local não gastamos mais do que 5 minutos. Saímos cedo e chegamos bem na hora dos antepastos que estavam sendo servidos em uma antesala. Enquanto saboreávamos salaminos, cassoncinis e frittatines, foram sendo abertas as primeiras garafas de vinhos, todas da própria tenuta.

    Éramos em um grupo de 20 pessoas no máximo contando com um enólogo da tenuta, o chef e um assistente, maitre e 3 garçons. Todos foram apresentados ali de pé mesmo com as taças na mão sem muita frescura. Depois de 6 ou 7 garrafas degustadas, fomos convidados a nos sentar às 6 mesas redondas disponíveis em um outro salão pequeno e pouco iluminado com uma decoração rústica com móveis antigos, tijolos à vista e uma enorme cozinha aberta, aquela tipo ilha, onde o chef iria fazer os pratos ali mesmo na nossa frente.

    O maitre apresentou o chef desta semana chamado Massimiliano do restaurante La Sangiovesa. A cada semana, eles estavam trazendo um chef de cada região italiana e a daquela semana era da Emilia-Romagna, quase centro da Itália, conhecida região do molho a bolognesa e da autêntica Lasagna.

    Lógico que não vou contar prato a prato, vinho a vinho, mas só para ter ideia do tamanho do menu, foram ao todo 4 pratos degustação, mais sobremesa e cada prato era harmonizado com um vinho da produção deles, começando pelos mais leves como o Dolceto d'alba e um espumante brut, depois o médio Nebbiolo D'alba e o último mais encorpado e complexo de todos o Barolo e pra finalizar, para a sobremesa, bebemos um Barolo chinato, que é um vinho doce para acompanhar as desserts. Não sei como não engordei nesta viagem :-)

    A cada prato, o maitre explicava sobre a harmonização do conjunto e o enólogo servia os vinhos mesa a mesa contando um pouco mais de cada um. Além de comemorar os 150 anos da república italiana, a intenção desse festival é fazer com que você tenha uma ótima experiência e conheça os vinhos da Fontanafredda para depois comprá-los. Foi o que eu fiz.

    Bom, vou transcrever aqui abaixo o menu completo e postar algumas foto.
    E Viva a Italia!





    Menu*


    Antipasti

    - Cassoncini alle erbe di campo
    - Salamino di maiale con la piada
    - Frittatine miste al vegetale
    - Porchetta tradizionale

    Piatti

    - Tortino di formaggio squacquerone con verdure in giardiniera e crema di rucola
    - Arrostino di faraona farcita al tartufo nero, con crema di patate e piselli
    - Lasagne verdi al forno come vuole la tradizione in Romagna
    - Coppa di Mora romagnola con purea di sedano rapa e asparagi croccanti

    Dessert

    - Il nostro gelato alla crema e cannella variegato alla Saba e croccante alle mandorle

    Vini

    - La Lepre Dolcetto di Diano d'Alba Fontanafredda
    - Vigna Gatinera Brut Alta Langa Fontanafredda
    - Mirafiore Langhe Nebbiolo Fontanafredda
    - Paiagallo Vigna La Villa Barolo Fontanafredda
    - Barolo chinato Fontanafredda


    * Coloquei algumas palavras traduzidas nos comentários deste post

















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    Como diriam meus amigos, "tiquei" a  exposição do Modigliani no MASP. Já gostava de alguns quadros dele e gostei ainda mais quando vi o filme sobre ele com atuação do Andy Garcia. Sexo, Drogas e Arte. Modigliani foi como o Keith Richards para o Rock n' roll, mas no seu caso, sua arte era a mais pura expressão plástica.

    A exposição é boa e simples, inclui além de famosas pinturas, algumas gravuras e esculturas, sempre mostradas em suas fases artísticas seguindo uma ordem cronológica regada a romances, álcool, haxixe e arte.

    De Livorno para Florença, depois para Veneza, Paris e de Paris para o mundo. Inconformado com a falta de perspectiva cultural, Amedeo Clemente Modigliani saiu da Itália para Paris em 1906 buscando novos ares culturais, já que a Itália ficara pequena para suas aspirações.

    Passou por momentos difíceis: falta de grana e consumo excessivo de álcool, muitas vezes mesmo passando fome, recusava-se a trabalhar em qualquer outra atividade que não fosse a arte.

    Em umas das melhores fases chegou a esculpir para se manter economicamente e dessas esculturas surgiram alguns dos traços mais marcantes de suas pinturas: geralmente mulheres com narizes, mãos e pescoços bem alongados, cabeças menores que o corpo e olhos amendoados, porém opacos ares melancólicos com uma certa sensualidade.

    Em sua passagem por Paris, envolveu-se com algumas mulheres e conheceu grandes artistas como Picasso e Renoir. Nos últimos anos de vida apaixona-se por Jeanne Hébuterne, uma pintora francesa com quem teve uma filha e que suicida-se gravida de um segundo filho logo após a morte do seu amado por tuberculose.

    Modigliani morre aos 35 anos, mas deixa uma obra única.

    Fica aqui a minha indignação com o MASP, que merece muito mais respeito e cuidado. Há uma grande desorganização, falta de informação, pessoal preparado e manutenção. Encontrei elevadores quebrados, goteiras, banheiros sujos, falta de guias bilíngues e etc. É triste ver o MASP assim.




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    De onde veio o futebol que conhecemos hoje?

    Muita gente acredita que nasceu na inglaterra, mas existem relatos de que havia um jogo muito parecido praticado pelos gregos por volta do século I A.C. chamado Episkiros.

    Soldados gregos eram divididos em duas equipes de nove jogadores e jogavam num terreno de formato retangular e usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia.

    Quando os romanos dominaram a Grécia, conheceram o Episkiros, porém incluiram uma atuação muito mais violenta surgindo assim uma versão chamada Harpastum, muito jogado na dade média. Logo depois surgiu o Gioco del Calcio praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos da praça usando tanto os pés quanto as mãos. A violência era muito comum e haviam relatos de mortes entre os jogadores. O jogo tinha muito a cara de um jogo de rugby jogado por gladiadores.

    Isso levou o rei Eduardo II a decretar uma lei proibindo o jogo, mas integrantes da nobreza criaram um nova versão dele "light" com regras que não permitiam a violência.

    O gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII dando a versão ao Folk Football, muito parecido com o da Italia, Mais tarde ele ganhou regras diferentes e foi organizado e padronizado, ganhando os moldes do que conhecemos hoje como futebol profissional. Talvez se o jogo não estivesse chegado a Inglaterra, não teriamos o futebol que conhecemos hoje, apenas jogado com os pés.

    O Calcio storico fiorentino (em portugues, futebol histórico de florença) é uma versão do Gioco del Calcio que é praticado até hoje na Italia e que envolve quase toda a população local. É um jogo sem regras exatas onde os 27 pessoas do time são geralmente irmãos e primos de sangue e os adversários são seus verdadeiros inimigos.

    Assim como no Palio di Siena, que a cidade é dividida em contradas, em Firenze acontece o mesmo, uma área para cada time. Quem nasce ou mora nestas áreas, teoricamente torcem e jogam pelo time.

    Uma vez por ano é jogado um pequeno campeonato de 3 jogos apenas na Piazza Santa Croce em Florença, com 4 equipes: Santa Croce / Azzurri (Azuis), Santa Maria Novella / Rossi (Vermelhos), Santo Spirito / Bianchi (Brancos), San Giovanni / Verdi (Verdes)

    Amanhã começam os jogos deste ano, dois jogos neste final de semana e a grande final no dia 24/06:

    - bianchi vs verdi - sabato 16 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze
    - azzurri vs rossi - domenica 17 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze
    - finale - domenica 24 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze

    Quem estiver por lá, pode conferir. Compre aqui os ingressos: http://www.boxol.it/calciostorico/IT/index.aspx?A=32822

    Site oficial: http://www.calciostoricofiorentino.it/

    Veja aqui dois video do calcio storico fiorentino, parecem mais batalhas do que um jogo. Muito interessante.








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    Dia 09 de julho de 2012.
    Uma belissima manhã de verão em Milão, muito sol e temperatura em torno dos 30 graus, sai do hotel no bairro de cittá studi as 8hs da manhã para a comune de Pero. Antes de chegar, uma parada para fazer fotos naquelas macchinetas no metrô, as fotos que vão ser usadas no RG italiano e no passaporte.

    As 9hs chegando na comune de Pero, sou atendido por uma senhora que fez todo o procedimento. Primeiro assinei uma papelada e me fez confirmar algumas informações. Ali mesmo na hora ela já confeccionou o meu ID na minha frente.

    A carteira de identidade italiana (carta d'identitá) parece uma carteirinha de vacinação com foto, ela tem validade de 10 anos e inclui algumas informações como meu endereço, cores dos olhos e do cabelo, altura e estado civil. Depois, com o RG em mãos, fui direto para Fiera Milano City em Rho onde fica localizada uma das unidade da policia federal italiana. Lá, com fotos e o selo pago, dei entrada no meu passaporte italiano que ficará pronto em 30 dias.

     Finito, uma manhã apenas para finalizar todo o processo que iniciei em 2006, quando comecei a me interessar pela ideia e resolvi começar a busca pela cidadania. A tarde fui para o centro de Milano almoçar em um ótimo restaurante, tomar um belo vinho e depois curtir mais um pouco daquela imagem da piazza del duomo e das lojas do centro.

     Eu já era italiano de coração, agora sou legalmente. Conclui uma das etapas mais importantes da minha vida.

     E foi o próprio país da bota que me deu o pontapé inicial. Não foi só a questão familiar, meu sobrenome e o meu time do coração, eu sempre me identifiquei com a cultura italiana e principalmente com a gastronomia.

    Entrei em uma aventura gigantesca de emails, cartórios e consulados. Fui pra Italia conhecer a cidade natal do meu bisnonno e depois disso cheguei a desencanar da ideia por não ter tido um retorno da comune, até que recebi na minha casa a certidão de nascimento do meu bisnonno, o documento que eu precisava para iniciar os trabalhos. Foram mais 2 anos buscando documentos pelo interior paulista, onde eles chegaram a trabalhar na colheita de café, e por fim, legalizar tudo e ir para Italia começar o processo do reconhecimento.

    O reconhecimento da cidadania é o reconhecimento da historia de peregrinação de muitas e muitas famílias que deixaram a Italia para viver em um país completamente diferente. Buscar as nossas raizes, de certa forma, mostra muito sobre nós mesmos e esse aprendizado me deixou cada vez mais curioso. Pra ajudar fiz 2 anos de italiano pra poder me comunicar melhor em todo o processo. Depois acabei descobrindo toda a trajetória da minha família aqui no Brasil. Fiquei sabendo que meu bisnonno morreu super cedo com 21 anos de tifóide. Depois disso mudaram de Sousas em Campinas para a movimentada São Caetano.

    Assim como houve uma enorme migração de nordestinos para São paulo em busca de oportunidades, os italianos fizeram o mesmo naquela época, para varios países da America. Hoje em dia parece piada falar que vai morar em outro pais, pela facilidade de pegar um avião, arrumar a mala e pronto. Naquela época, uma viagem da Italia para o Brasil demorava 1 mês em situação precária, com ratos, falta de comida e agua e muita, muita sujeira. Era muito normal morrer cerca de 10% dos passageiros na viagem. Fico imaginando o nível de pobreza que fez um pai de família se sujeitar a arriscar a vida dos filhos em uma aventura que seguramente não teria volta.

    A situação na Italia era muito ruim, passavam fome e não tinham terra, e em algumas regiões como o Veneto, de onde minha família veio, a situação era ainda pior. Além de buscarem oportunidades em outros países, alguns tentaram a sorte em outras regiões da própria italia. Conheci muito veneteses morando na lombardia. A Italia por muito tempo esqueceu dos seus cidadãos nesta época de miséria e os italianos esqueceram da Italia como sua pátria mãe. Muitos deles ao chegar no Brasil, mudaram de nome e renegaram a cidadania italiana com raiva de sua propria nação.

    Tenho muito orgulho do que minha família viveu e por toda essa historia que é riquíssima e merece ser recordada. Requerer a cidadania italiana é honrar essa história, é honrar um povo que ajudou a construir a maior e mais rica cidade do Brasil.

    Auguri a me!

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    Quer conhecer uma típica pasta piemontese? Aqui em Sampa tem um bom lugar.

     Geralmente vou ao shopping Morumbi para fazer varias coisas ao mesmo tempo na hora do almoço e um dos meus lugares prediletos é o Spaghetti Notte, um restaurante bem tradicional que fica na parte de baixo. 

    Os pratos tipicamente italianos geralmente tem uma forte influência do Piemonte, mas tem um pouco de tudo. Não cheguei a provar muita coisa por lá, pois sempre quando vou, peço o mesmo prato... O Agnolotti Piemontese



     Viciei no prato, na verdade. O Agnolotti nada mais é que um tipo de raviollini de carne muito firme e al dente que é regado a um molho "Alla Piemontese" que é um de carne com vinho muito encorpado e bem reduzido, sensacional.

     É uma pasta muito típica do Piemonte, as famílias usam a carne assada do dia anterior, trituram e misturam com outros legumes e temperos para rechear o Agnolotti
    O prato não tem nada de sofisticado, mas a combinação é imbatível e irresistível, tanto é que eu deixo de me aventurar em outros pratos para comer sempre o mesmo.

     Apreciem se tiverem por lá, vale a pena.

     PS: Estava pra escrever este post faz um tempinho, mas na correria do dia a dia acabei deixando passar. Na verdade faz um bom tempo que não escrevo, esse negócio de microblog, redes sociais acaba tirando o fôlego de qualquer um.

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    Recordar é viver!

    Aqui uma pequena exposição digital de fotos de uma São Paulo que já se foi. Muita coisa já foi demolida, modificada, outras ainda estão de pé, porém completamente desfiguradas ou rodeadas de uma outra cidade.

    São fotos raras e impressionantes como as 2 pontes do chá (antiga e a nova), Theatro Municipal logo após a inauguração, construção da Estação da Luz, Palacete Santa Helena demolido em 1971, Charrete de Lhama no Parque da Aclimação e muito mais!

    Saudosa Maloca!


    1919, trecho do Cambuci Avenida D. Pedro I - Ao fundo Museu do Ipiranga
    A Nova York da América do Sul, Prédio Martinelli

    Acidente entre locomotiva do Tramway da Cantareira e ônibus coletivo na zona norte 1944
    Aeroporto de Congonhas na década de 1950
    Antigo estádio da Portuguesa, no mesmo local onde hoje está o Estádio do Canindé anos 60

    Avenida Paulista em 1976
    Avenida Rangel Pestana (centro-bairro) - Estação Roosevelt ao fundo
    Avenida São João em meados da década de 40
    Avenidas General Olímpio da Silveira e São João  Década de 50
    Bonde na Av. São João
    Capela de São Miguel Arcanjo (São Miguel Paulista) década de 30
    Vista geral Cidade de São Paulo em 1915
    Colégio Ateneu Ruy Barbosa, 1927
    Esplanada do Trianon - Início do século 20
    Estação da Luz vista a partir do Parque da Luz em fotografia de 1906
    Estação do Norte - Roosevelt - Brás na década de 30. A estação que mudou de nome 3 vezes.
    frota de veículos de distribuição da Manteiga Aviação em 1946
    fábricas da Antarctica Paulista
    Jardim da Aclimação em 1920, passeio de charrete puxada por uma lhama
    Largo do Socorro em 1936
    o antigo e o novo Viaduto do Chá. O antigo é o da direita 1938
    Obras finais da construção da Estação da Luz, em 1899
    Operários trabalham em obra de construção do Viaduto Santa Ifigênia em 1910
    Palacete Rodovalho, na Penha, em 1905
    Palacete Santa Helena, na Praça da Sé demolida em 1971
    Palácio das Indústrias - Década de 50
    Ponte da Casa Verde em 1938
    Porteira do Brás - Avenida Rangel Pestana
    Posse de Julio Prestes, no Pátio do Colégio 1927
    Praça da República - antiga Escola Normal em 1914
    Praça da República em 1933
    Praça João Mendes em 1914
    Restaurante Gigetto na Nestor Pestana
    Rua Augusta decada 70
    Rua Conselheiro Crispiniano 1960
    Rua da Penha (atual Avenida Penha de França) nos anos 40
    Rua Florêncio de Abreu em 1903
    Salão do Automóvel de 1969, no Parque do Ibirapuera
    Theatro Municipal de São Paulo no início de 1912
    Trincheira de paralelepípedos na Revolução de 1924
    Tropas legalistas ocupam a Várzea do Carmo em 1924 - Palácio das Indústrias
    Vale do Anhangabau final dos anos 40
    Via Anchieta nos anos 1950
    Viaduto Boa Vista, sobre a Ladeira General Carneiro
    Vista aérea da Avenida 23 de Maio em 1974
    Vista aérea da região central da Cidade de São Paulo em 1939
    Vista da região da Praça da Bandeira e Vale do Anhangabaú ao fundo

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    Definitivamente comer uma boa pasta por um bom preço, só em mezzo roticceria e mezzo ristorante.
    Minha teoria é que eles ganham dos 2 lados e dessa forma tem como praticar um ótimos preços. O que vai para a rotisseria e não é vendido, eles usam no restaurante (antes do vencimento) no piatto del giorno. Simples assim.

    Não sei se essa é a formula do Il Piatto, um lugar relativamente novo no Brooklin situado em um local bem movimentado do bairro (quase esquina da Guaraiuva com a Padre Antonio), mas que traz uma certa tranquilidade ao sentar em uma das cerca de 10 mesas do restaurante.
    Alem do restaurante, a rotisseria e o emporio estão ali no balcão para quem quiser levar uma de suas massas artesanais, molhos, azeites, antipasti e etc.

    O lugar é bem tranquilo, guardanapo de pano (essencial!!), oferecem vinho em taça e no menu todo dia tem o "piatto del giorno" por um bom preço para os padrões de São Paulo: R$ 36,50 por uma entrada, primo piatto, secondo piatto e sobremesa.
    Caso você não goste do prato do dia, vá para as opções de pastas e carnes. Não é um cardápio complexo e nem fantástico, ideal para almoço executivo.

    Já fui tres vezes para almoçar no local e uma delas levei pra casa um ravioli recheado de brie e zucchine, que ficou ótimo com molho triplo burro :-)
    Vale a pena experimentar, quem estiver no brooklin

    http://www.ilpiattomassas.com.br/
    End.
    Rua Guaraiúva, 776 – Brooklin - SP
    Fones:(11) 2359.4988 / 2359.4927
    contato@ilpiattomassas.com.br



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    Semana passada cheguei em casa e não sei que me deu na cabeça, resolvi fazer massa pra pasta caseira.
    Tinha visto que a receita é super simples (ovos e farinha) e meti a mão na massa.
    Os meus filhos me ajudaram a fazer a bagunça na cozinha e valeu a pena ver eles curtindo e aprendendo a fazer, cerca de 500g de massa, que deu pra muita coisa.

    Tínhamos na geladeira frango desfiado já temperado e aproveitei pra rechear as massas.
    Acabei fazendo capeletti e um tortelli meia lua, mesmo abrindo a massa no rolo, gostei bastante do resultado.





    Depois dessa experiência bem sucedida, minha mulher resolver procurar uma maquina de fazer pasta, tem varias no mercado, mas a melhor é a italiana Marcato.
    O problema é que ela custa bem caro e a ideia não era de gastar tanto dinheiro agora.
    Foi ai que ela lembrou que sua avó, que hoje não cozinha mais, tinha uma dessas para fazer pastel e quando fomos a cada dela, resolvemos procurar a maquina.
    Adivinhem..
    Não só ela tinha uma Marcato, como um dos melhores modelos em ótimas condições e muito pouco usada. Tanto é que até hoje tem o selo de compra do falido Mappin na caixa.









    Bom, depois dessa raridade encontrada, vou precisar fazer uma pasta caseira de verdade, já até comprei uma farinha italiana de grano duro, agora fazer uma vero pasta fatta a mano

    Ci vediamo!


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    Esse video é uma carinhosa homenagem a cidade de São Paulo feita por um gringo que morou 6 meses por aqui e acabou se apaixonando.
    No video ele mostra alguns lugares que ele mais frequentou, apesar de faltar outros lugares que provavelmente não tocaram o coração do americano, o video é muito bem produzido e é uma mostra de que a cidade pode oferecer muitas coisas legais aos turistas.
    Vale apena ver, nada como um gringo gostar da nossa cidade pra gente dar mais valor a ela.



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    Vinte e cinco anos atrás, o japonês Kazuhiko Kobayashi percorreu a cidade de carro no dia 16 de outubro de 1988 as 10:30 hs. No mesmo ano, ele fez um outro video no dia 29 de outubro mais curto, fazendo outro trajeto por SP e ainda existe um terceiro video onde ele desceu a Anchieta para filmar um pouco de Santos, São Vicente e Praia Grande

    Esse 3 vídeos são sensacionais, vale muito a pena recordar como era a cidade anos atrás.

    Algumas curiosidades sobre os vídeos:

    - Praticamente não se vê os atuais motoqueiros por todo o trajeto
    - Rever os carros da época é muito legal, reparem que praticamente 70% são volkswagen
    - Muitos outdoors e letreiros quando não havia ainda a lei cidade limpa
    - Ônibus vermelhos, acho que foi na época do Jânio Quadros
    - Asfalto parece bem irregular, acho que tínhamos mais buracos
    - barulho de motor de fusca por todos os lados, isso em 1988
    - Algumas vias grandes ainda com paralelepípedos
    - Muitas linhas suspensas para ônibus elétrico
    - Carros com placas amarelas
    - O video foi feito no Domingo, mesmo assim se vê um transito muito mais tranquilo nas vias
    - Praticamente não haviam carros importados
    - Postos Atlantic, Texaco ainda existiam e quase nenhum posto BR
    - não se via caçamba de entulhos
    - Por incrível que pareça, acho que havia menos arvores e as vias pareciam mais sujas
    - No video da praia, da pra ver com as estruturas dos lugares eram muito mais precárias, sinalização das estradas, etc

    E no final ainda achei mais um video interessante que faz o mesmo trajeto de 1988, só que em 2013 para comparar a cidade.
    Vale a pena!

    Videos:

    16 de outubro de 1988

    29 de outubro de 1988

    Santos, São Vicente e Praia Grande

    Comparativo 1988 vs 2013

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    Depois que mudei para um apartamento, deixei de ter meu forno de pizza a lenha por perto e isso acabou diminuindo bem a quantidade que eu fazia pizza em casa.

    Continuo fazendo na minha sogra, mas não com tanta frequência. Resolvi voltar de vez com o meu hobby gastronômico, já estou pesquisando como colocar um forno a lenha na minha varanda.
    Porem o assunto aqui é outro, resolvi investir em minha própria pasta madre, fermento biológico natural feito em casa.

    Muita gente usa a pasta madre em pães e massas caseiras, existem restaurantes, pizzarias que tem a pasta madre a anos. Na Italia é comum a pasta madre passar de geração para geração, parece que quanto mais antiga, melhor ela fica.

    Achei um video na web que mostra um passo a passo, muito simples. Na verdade achei muito mais simples do que eu imaginei.

    RECEITA:

    •  100g de farinha 
    • 100g de agua (sem cloro) 

    Em um vidro que deve ficar fechado fora da geladeira, misture bem os ingredientes e deixe 24 horas descansando. No dia seguinte, jogue fora metade da mistura e acrescente
    • 50g de farinha 
    • 50g de agua (sem cloro) 
    Misture bem os ingredientes e deixe 24 horas descansando. No dia seguinte a mesma coisa e repita por 10 dias.

    O video da explicação é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5wqGd6d1F0s


    Uma coisa que fazendo em casa descobri. A medida dessa receita, principalmente da agua, não esta muito bem equalizada, isso porque colocando o tanto de agua que ele fala, a pasta fica muito mole e depois a agua sobe para a superfície.

    No segundo dia descobri isso e diminui a quantidade de agua, deixando a massa mais pastosa.

    Essa foto aqui do lado foi tirada no dia 3, e já dá pra ver uma cultura de bacterias bem interessante.

    Estou senguindo o cronograma e no fim dessa semana já terei o fermento feito, depois é só testar.

    Quero primeiro testar em um pão e depois faço a massa de pizza.


    Esta imagem abaixo é do dia 10 e já dá para ver como a cultura esta bem homogênea. Experimento concluído, agora é só fazer a primeira massa!






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    A pizza é, sem dúvida, o alimento preferido dos paulistas. Estima-se que o consumo diário no Brasil seja de 1,8 milhão de pizzas, sendo o Estado de São Paulo responsável por 53% de todo este consumo.


    CONSUMO:
    Para o paulistano, qualquer dia é dia de pizza! Na cidade de São Paulo, apenas 30% dos habitantes não consomem pizzas. O consumo médio mensal por habitante é de 7 unidades por mês.
    Segundo pesquisa, esta é a "pizza" de sabores preferidos dos paulistanos:
    • 35% - Mozzarela 
    • 25% - Calabresa 
    • 22% - Margherita 
    • 18% - outras 
    Preço médio - R$ 36,00
    Preço mais caro entre - R$ 80,00 - 90,00

    Eventos que aumentam pedidos via delivery:
    • Partida de futebol – aumento de 42% nos pedidos 
    • Feriados – aumento de 25% nos pedidos 
    • Dias chuvosos – aumento de 20% nos pedidos 
    • Episódios importantes em novelas e séries de TV – aumento de 13% nos pedidos 
    • Em dezembro (epoca de festas) - aumento de 15% nos pedidos

    ESTABELECIMENTOS:
    São mais de 12 mil pizzarias no Estado de São Paulo, faturamento anual de R$ 5 bilhões e mais de 170 mil pessoas empregadas no setor.

    As pizzarias paulistas estão divididos em 3 tipos:
    • 50% - apenas delivery 
    • 44% - delivery + salão 
    •  6% - apenas salão 
    Uma pizzaria delivery vende em média 1.600 pizzas por mês. Já um estabelecimento que entrega o produto na casa do cliente e serve no local comercializa 2.700 unidades. As pizzarias especializadas apenas em servir no restaurante vendem em média 3.900.


     FONTES: Hellfood, ECD e Pizzarias Unidas

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    Semana passada aconteceu a primeira corrida do Palio de Siena de 2009, a corrida de cavalos mais impressionante e empolgante do mundo, um evento regional cercado de história e tradição que acontece apenas 2 vezes por ano: dia 02 de julho (Palio di Provenzano) e dia 16 de agosto (Palio dell'Assunta), em Siena, região da toscana, na Itália.


    Esta corrida acontece desde o Século XVII sem nenhuma mudança, as mesmas regras, trajes, bandeiras que desfilam em praça pública, contradas "le contrade" e o mesmo local, tudo como se fosse na idade média.

    Antes de cada corrida, há um cortejo das contradas participantes “Corteo Storico” com os condutores das bandeiras “Alfieri”, que usam trajes medievais e fazem alguns malabarismos com a bandeira da amada contrada. Logo depois vem os “carabinieri” montados empunhando espadas.
    A corrida acontece na principal praça de Siena, Piazza del Campo, na frente do belíssimo Palazzo Pubblico, que fica completamente lotada com os moradores e turistas que vão para Siena ver a corrida. Muitos proprietários de casas na frente da praça, alugam suas casas para os turistas verem o Palio das sacadas. A praça fica tão lotada que não é possível ver o chão da praça, apenas é possível ver a pista.

    São ao todo 17 contradas, que funcionam como se fossem bairros de Siena que competem entre si. Se a pessoa nasce em um determinado local da cidade ela automaticamente pertence a aquela contrada, que possui uma sede, que geralmente fica ao lado de uma igreja do mesmo bairro, possuí uma diretoria "Seggio", um chefe chamado "Priore", tem escudo, bandeiras, estandartes das vitórias, trajes típicos das cerimônias e cores que enfeitam toda a cidade o ano inteiro quando esta contrada ganha o Palio.
    São elas: Aquila, Bruco, Chiocciola, Civetta, Drago, Giraffa, Istrice, Leocorno, Lupa, Nicchio, Oca, Onda, Pantera, Selva, Tartuca, Torre e Valdimontone.

    São 10 contradas que competem, 7 são inclusas automaticamente por terem sido excluídas da última corrida, e mais 3 que são sorteadas todos os anos. Os cavalos são sorteados 3 dias antes da corrida, só neste momento que as contradas sabem qual cavalo irá representá-la, depois desta definição, a contrada invoca o seu respectivo padroeiro para ajudar o cavalo e o jóquei que irão competir.

    As dificuldades são imensas, a pista é coberta de areia para não machucar os cascos dos cavalos, pois o piso original da praça é uma espécie de paralelepípedo; os jóqueis não usam selas, vão sentados direto no pêlo do animal; o terreno da praça é irregular, tem um desnível de cerca de 15% em certos locais e existe uma curva bem acentuada que dependendo da velocidade, os cavaleiros ficam por ali mesmo. Por causa disso, é muito comum caírem do cavalo durante o Palio e se machucarem. Nada disso importa muito, pois mesmo caindo, se o cavalo chegar em primeiro a contrada vence a corrida. Para se ter uma idéia do perigo, em 2004 um cavalo morreu depois de sofrer uma queda durante a corrida e ser pisoteado pelos outros cavalos.


    Geralmente são apenas 90 segundos de emoção e adrenalina, 3 voltas na praça que definem o campeão, depois do corrida as pessoas invadem a pista, agarram o jóquei, beijam o cavalo, rezam, pulam e gritam muito, impressionante a importância desta corrida naquela cidade.

    O Palio não é uma manifestação turística organizada com fins lucrativos. Siena respira o Palio assim como o Brasil respira o futebol, quando estive lá, em todo o estabelecimento que entrava havia a bandeira de determinada contrada, assim como nós vestimos a camisa do nosso time de futebol, os Sieneses “Senesi” vestem as cores da sua contrada, camisetas e cachecóis pelas ruas da cidade. Quase toda a cidade é enfeitada de bandeiras e estandartes da contrada vencedora, é impressionante como eles levam a sério esta corrida e como a cidade pára para ver o espetáculo.

    Este ano a Contrada della Tartuca ganhou o Palio com uma certa folga. Veja o vídeo aqui: